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A mostrar mensagens de março, 2025

Sou

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Sou. E isso basta. Sou mulher, inteira, presente, com raiz e com voz. Sou força que não se impõe aos gritos, mas que se sente. Sou moral. Sou princípios. Sou lealdade. Sou carácter. Sou aquela que entra e permanece, mesmo sem pedir lugar. Não preciso que me reconheçam. Eu sei quem sou. Não vivo para agradar, nem para provar nada a ninguém. A minha força não está no que mostro, está no que sou. Não se mede, não se copia, não se imita. Não me deixo cair por ninharias. As picardias, as intrigas, as coisas pequenas… passam-me ao lado. Não gasto energia com o que não constrói. Mas sim, também quebro. E quando quebro, é porque foi grave. É porque houve traição. É porque alguém tocou onde não devia, com uma intenção suja. E aí, sim, não deixo passar. Porque não vivo em função do que os outros acham, mas também não deixo que me desrespeitem. Não é vingança. É autorrespeito. É dignidade. A minha sensibilidade não é fraqueza, é filtro. Sei quem vale a pena e quem não vale tempo nenhum. E quando ...

Resisto. Sinto. Sorrio. Sigo.

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  Há quem me veja de fora e diga: “Tu és tão forte.” Mas não sabem. Não sabem que a força não veio do nada. Veio da dor. Da perda. Da solidão disfarçada de rotina. De todos os dias em que me apeteceu parar e desaparecer, e mesmo assim, não parei. Sou uma mulher feita de tudo aquilo que me tentaram tirar. Do amor que me negaram. Da atenção que eu precisava e não recebi. Dos “vais-te abaixo” que ouvi, e escolhi contrariar com um “não vou”. Sou uma mulher que sente tudo ao máximo. Sinto o mundo com uma intensidade que às vezes me arrasa por dentro. Mas é essa mesma intensidade que me dá a capacidade de ver beleza até no caos, de ouvir silêncios que gritam, de reconhecer tristeza disfarçada num sorriso alheio. E mesmo quando estou no meu pior, quando me sinto invisível, ou pequena, ou exausta… Dou. Dou amor. Dou tempo. Dou força. Dou positividade, mesmo quando a minha está a escassear. Porque há em mim uma coisa que nunca consegui calar: a vontade de ser luz. Mesmo quando estou apagada...

Sofia

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“ Às vezes digo a mim própria: ‘não sejas maluca, Sofia’… … … … mas o meu nome não é Sofia, portanto olha, siga. IMAO (In My Arrogant Opinion – na minha arrogante opinião mesmo, porque hoje estou inspirada) Sabem quando estamos prestes a fazer algo absolutamente impulsivo, tipo escrever uma mensagem com três scrolls de altura, 17 vírgulas e uma citação dramática de Clarice Lispector, e de repente ouvimos uma voz dentro da cabeça que diz: “Não sejas maluca, Sofia.” Só que… Eu. Não. Me. Chamo. Sofia. Portanto, tecnicamente, não sou eu a maluca. É a tal da Sofia. IMAO, claro. Sofia é aquela versão interior que aparece quando estou por um fio. Aquela que diz “envia!” antes de pensar, que dramatiza situações com banda sonora de violino ao fundo, e que faz discursos internos dignos de uma telenovela das nove com plot twist no final. Falo sozinha? Sim. Chamo-me por nomes fictícios? Também. É normal? Provavelmente não. Mas dá estilo? Claramente. E depois há o fenómeno do nickname. Sabem aquel...