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2027, LO BUENO ME LO TRAES DOBLE. 🍒

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  A este año todavía le quedan dos meses. Tiempo suficiente para darme una alegría. Tampoco hace falta dejarlo todo para el último minuto. He tenido paciencia, disgustos y unas cuantas oportunidades de crecimiento personal que, sinceramente, nadie me consultó si quería. A estas alturas ya podría dar el curso. Ahora Mercurio está retrógrado y yo estoy aquí, tranquila, esperando a que termine sus maniobras. Conmigo ese planeta tiene una confianza que yo no recuerdo haberle dado. Mientras tanto, sigo haciendo mi parte. Cerrando lo que toca, cuidando lo que merece quedarse y dejando sitio para lo bueno. Porque todavía espero cosas bonitas. Trabajo que dé tranquilidad. Salud. Cariño del bueno. Risas sin tener que recuperarme antes de una catástrofe. Y para 2027 tengo una petición bastante razonable: Por cada disgusto de este año, dos alegrías. No es mucho pedir. He tenido la delicadeza de no añadir intereses. Mercurio, termina lo tuyo. Yo tengo planes. Y esta vez me gustar...

O KARMA NÃO DÁ PREVISÃO DE ENTREGA. 🍒

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Dizem que o karma nunca se esquece de uma morada. Fico mais descansada. Já o vi demorar tanto que algumas pessoas tiveram tempo de mudar de casa, de marido e de versão dos acontecimentos. Eu acredito nas consequências. Tenho é algumas reservas quanto à gestão de prazos. Há pessoas que passam pela vida dos outros com a delicadeza de uma demolição e saem convencidas de que fizeram obras de melhoramento. Magoaram? Estavam numa fase. Mentiram? Era complicado. Usaram alguém? Foi uma aprendizagem. Depois dizem-nos: «Deixa. A vida encarrega-se.» Eu deixo. Mas gostava de receber um número de processo. Uma referência. Qualquer coisa que me permitisse acompanhar o pedido sem ter de ligar para o universo durante o horário de expediente. Não preciso de assistir à desgraça de ninguém. Uma ocasião em que a pessoa tivesse de ouvir a própria conversa, acreditar nela e tomar decisões com base nessa informação já me parecia bastante educativa. E sobretudo a parte em que lhe dissessem que e...

CHOOSE LIFE. CONTINUO A ESCOLHER. 🍒

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Há um filme que me marcou profundamente: Trainspotting. Voltou a aparecer-me no Instagram. A corrida, a música, aquele «Choose life». O algoritmo costuma sugerir-me botas. Desta vez resolveu ir um bocadinho mais fundo. Há vinte e cinco anos que vivo livre de substâncias. Escrever esta frase ainda me faz parar. Não por vergonha. Pelo caminho que cabe nela. Não vou dizer quais eram. A minha história pode ser contada sem inventário. Durante muito tempo, fui uma pessoa com princípios que não conseguia viver de acordo com eles. Na adição ativa, a distância entre aquilo em que eu acreditava e aquilo que fazia tornou-se enorme. Tinha explicações. Naturalmente. A capacidade de argumentação estava ótima. A vida é que não. Bati no fundo. E pedi ajuda. Não vou transformar isso numa receita. Nem toda a gente consegue pedir ajuda quando chega lá. E ninguém devia precisar de perder tudo para a merecer. O meu pai ajudou-me muitas vezes. Tinha medo por mim. Dizia-mo. E continuava a ajudar. Hoje penso...

UM HOMEM É UMA SOBREMESA. 🍒

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Há quem precise de um homem. Eu gosto deles. A diferença é a mesma que vai entre o jantar e a sobremesa. E eu gosto de sobremesas. Gosto de homens interessantes, inteligentes, divertidos e com conversa. Agora, se para ter um homem tiver de perder a minha paz, alterar a minha rotina e passar os dias a decifrar o que lhe vai naquela cabeça, dispenso. A sobremesa não me deixa em visto. Não desaparece durante três dias. E não reaparece com um «Olá, desaparecida», como quem regressa de uma expedição ao Árctico. Não ando à procura de ninguém que me complete. Estou perfeitamente inteira. Se aparecer alguém que torne a minha vida mais interessante, ótimo. Se não aparecer, também não fico sentada a arrefecer o café e a perder o pôr do sol. A minha vida não é uma sala de espera. E o lugar à mesa não está reservado. A Cher dizia que um homem é um luxo, não uma necessidade. Dizia bem. 🍒 #CantoDaCereja #HumorÁcido #IroniaFina #Solteiraporopção #PazdeEspirito

PEDI SOCORRO. VIERAM FARÓFIAS. 🍒

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Hoje mandei uma mensagem a uma amiga muito querida: «Panic attack, panic attack, panic attack.» Três vezes. Para não parecer que estava a dramatizar. E o que recebi? Farófias. Eu enviei um pedido de socorro. Ela respondeu com claras em castelo. Deu-me uma coisa de que eu precisava mais do que de outra explicação: conforto . Comfort food. Comfort feelings. Uma amiga a dizer «estou aqui» sem precisar de escrever isso. Bastou fazer farófias. Há quem mande ter calma. Ela mandou sobremesa. Sabe claramente com quem está a lidar. À noite, lá vamos as duas passear os cães e pôr a conversa em dia. O meu e a cadela dela são primos. Fomos nós que estabelecemos o parentesco; eles nunca pediram documentação. Ela levanta a patinha com modos de donzela. O meu trata do assunto à sua maneira. Nós também vamos tratando dos nossos. Com conversa, companhia e a delicadeza de não exigir que a outra esteja sempre bem. Obrigada, minha querida. Pelas farófias, pelos passeios e por teres percebi...

NÃO É DEFEITO. É CONTROLO DE QUALIDADE. 🍒

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  NÃO É DEFEITO. É CONTROLO DE QUALIDADE. 🍒 Nasci com qualquer coisa cá dentro que se recusa a aceitar o «serve perfeitamente». Não sei o que é. Nunca apareceu nas análises. O meu bisavô chamava-me padeira de Aljubarrota. Os meus primos queriam todos ser xerifes, por razões que envolviam tiros e a minha pessoa. Era a primeira rapariga da família. Aparentemente, já se notava. Depois vieram os outros nomes. Em criança, chamavam-lhe feitio. Mais tarde, exigência. Hoje, algumas pessoas preferem dizer que sou difícil. É uma evolução interessante para uma característica que, até ver, só tem dado lucro. Já tentei ser mais acomodada. Pareceu-me uma excelente ideia durante os primeiros minutos. Depois alguém disse «sempre se fez assim» e estragou tudo. Tenho uma admiração imensa pela confiança de quem apresenta a duração de um erro como prova de qualidade. «Não compliques.» Eu não estava a complicar. Estava a perguntar se aquilo funcionava. Reconheço que, em certos ambientes, é...